Sem carnaval nas ruas
Muita folia no Congresso!
Alegoria horrenda desfila no palanque
Bichos escrotos saindo dos esgotos
Um ultraje aos ternos trajarem insetos
Na capital da nação fingem-se de corretos
Abram alas, vai começar o carnavalha!
Cortando a torto e a direito o direito alheio
Vai passar o bloco dos canalhas
Vossas Excelências, corja desprezível
Na concentração, o bloco dos vendidos
Puseram à venda os olhos por alguns milhões
E milhões de pobres sem um tostão...

Estão felizes na plateia os palhaços
Pão e circo e a vida dá pro gasto
Olha quem vem lá, a ala presidencial
Com adereços de leite condensado
E o endereço de uma vergonha federal!
A rainha da bateria, Maria Cloroquina
Não quer saber de vacina! Quer nada
Acabou a corrupção, acabou a mamata
É mentira!
"Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamar!"
Dançam pierrôs com mamadeiras fálicas
E segue animado o Carnavalha!
"Pode cortar isso daí, tá ok!?".

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Poeta e escritor nas horas vagas e não vagas. Instagram: @purapoesiaa

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