Desapego

Quero nada de metais
Ou brilho que não seja no olhar
Alimentar-me-ei de sol e flores
Temperadas com sal de mar.

Almejo o que nada compra
Um beijo, um sonho, luz estelar
Terra molhada, aurora, cafuné
Paz, sabedoria, fruto do pé
Assim como cousas antigas
que surgem já no primeiro choro
Aflora no âmago a flora essencial
Amor, afeto, riso, olhar, toque
Luxo maior não se pode ter
Do que ter na palma da mão o nada
E dentro do peito uma imensidão.

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Poeta e escritor nas horas vagas e não vagas. Instagram: @purapoesiaa

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