No meu peito, sentimentos fazem aglomerações
Em meu íntimo, eu mesmo me aglomero
Em tantas formas e sonhos e desejos infinitos…

Moram n’alma um poeta, um cético, um otimista,
um devaneador, um pobre coitado desesperado…
A cada despertar, mirada no espelho revela outro ser
Além da espinha nova e dos pelos repentinos
Como se algo dentro morresse
e algo inesperado nascesse
O novo planta sementes num abrir de olhos
De repente, o ontem parece tão longe
e o amanhã parece tão próximo
E, por hoje, só temos esse dia
Que vai findar e nenhum como ele hei de vir
Será outra vez a novidade dando as caras
Outra vez o inesperado me esperando
Outra vez um dia só para fazer tudo que nunca será feito
Outra vez…

Poeta e escritor nas horas vagas e não vagas. Instagram: @purapoesiaa